A noite de sábado prometia, e assim se cumpriu. Enfim, pude dar meu adeus às World Tours do Judas Priest, embora a distância tenha quase me sacaneado.

Foi um voo solo. A única companhia que tive foi a de minha própria sombra, diferente dos meus companheiros da Taberna nesta sexta, e diferente de como será com meus companheiros de APF ano que vem, no Rio. Mesmo assim, valeu a pena.

Pra começar, cheguei atrasado. O show do Whitesnake marcado pra começar às 20:00 horas, e eu chegando na estação Clínicas, pra depois fazer a baldeação para a Linha Azul do Metrô. No fim das contas, cheguei ao Anhembi às 21:00 horas, com o show acabando. Do setlist recheado de sucessos que embalaram, e ainda embalam, os corações apaixonados, só pude ouvir Love Will Set You Free ainda do lado de fora, Here I Go Again, Still Of The Night, Soldier Of Fortune e Burn / Stormbringer. Fiquei chateado, mas eu sei que ainda haverão outras turnês do Whitesnake.

Às 22:00 horas em ponto, eis que surge no palco o “Sacerdote de Judas”, trazendo o mais nobre e avassalador do seu já consagrado heavy metal. Músicas conhecidas, como Metal Gods, Judas Rising, Night Crawler, Turbo Lover, Breaking The Law e Painkiller, e outras que ainda não fazem parte do meu repertório, como Rapid Fire, Heading Out To The Highway, Starbreaker, Victim Of Changes, entre outras, fizeram a cabeça de todos os headbangers, de várias gerações, que estavam lá presentes.

O primeiro bis contou com The Helion, Eletric Eye, Hell Bent For Leather e You’ve Got Another Thing Comin’. E pra finalizar, Rob Halford e companhia abriram a madrugada paulistana e deram adeus ao público com Living After Midnight.

Não queiram saber o quanto eu gastei com taxi para voltar pra casa. Foi salgado, mas não me arrependo. Gasto semelhante, só ano que vem no show Roger Waters, no Rio. No final, só me resta dizer: “Farewell, Judas Priest… Farewell, my friend…”

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